segunda-feira, 16 de julho de 2012

O Rio chegou!


Rio de Janeiro, 16 de julho de 2012.

“Tome cuidado com o que você deseja. Você pode acabar por conseguir.” Sacott Flanagen.

Eu sempre tive vontade de “romper” laços, sair da minha zona de conforto pra encarar o mundo e todos os bônus e ônus que ele me oferece. Sair de dentro da caixa e passar a pensar e viver fora dela, começar a praticar o desapego da forma mais abrangente possível. Essa vontade nasceu tímida e com muito medo dentro de mim e, por medo, eu fui deixando a vontade de lado por anos e anos. Eu queria partir, mas pra onde?

Um dia, chegou o Rio e eu cheguei no Rio.

Em junho ou julho de 2007 eu fiz minha primeira viagem ao Rio e, posso dizer que foi amor à primeira vista. Uma sementinha de amor pela cidade foi plantada no meu coração. Minha segunda visita ao Rio foi em meados de novembro do mesmo ano e, aí sim, posso dizer que a sementinha começou a crescer.
Muitas pessoas perguntam “porque o Rio?” e, por mais que eu tente explicar, às vezes elas não entendem. 

Na minha segunda visita ao Rio, fui à roda de samba do Negão da Abolição lá no Clube Guanabara. Nessa noite, depois de muita cerveja e muitas conversas uma ficha começou a cair, a sensação que eu tive foi a de acordar de um sonho looongo e profundo. Ali o mundo começou a ganhar novas cores e possibilidades, meus olhos tiveram a noção da imensidão de possibilidades que a vida me oferecia em uma nova cidade. Foi lá que eu pensei pela primeira vez em morar aqui. Sabe quando você olha aquela roda de samba e começa a pensar, pensar, pensar e chega à conclusão que você quer fazer parte daquela cidade, daquela mistura. Eu parava e pensava: é aqui que o Brasil acontece, é aqui que o Brasil se encontra. Aqui nasce a cultura, aqui nasce a música. Nessa cidade surgem muitas novas ideias, novas modas e é aqui que eu quero ficar. Quero viver e ver de perto tudo isso crescer, tudo isso nascer. Eu não quero e não preciso fazer parte diretamente disso tudo, mas eu quero estar perto pra ver e sentir a energia da transformação das coisas. Eu quero essa energia pra mim. De repente Fortaleza ficou pequena, a zona de conforto começou a ficar desconfortável e eu fui me libertando de tudo que me prendia.

As coisas foram caminhando, caminhando e no dia certo, na hora certa, Deus colocou a tão esperada oportunidade: uma vaga de emprego na cidade maravilhosa. Aos trancos e barrancos, com ajustes aqui e ali, com muita correria e com muito choro e angústia, o filho nasceu e o Rio recebeu mais uma moradora, EU! 

Os bônus e os ônus eu ainda conto por aqui, mas o balanço da maré da vida sempre vale a pena.

Beijos.

Amanda 

2 comentários:

  1. Ai que liiiiindo!!!!
    Adoro ver a vida se desenrolando....voluntariamente ou involuntariamente tudo te levou ao Rio nesses 3 últimos anos..maravilha!!!!
    Beijo amiga!! Saudade!!

    Rully

    ResponderExcluir
  2. E eu me orgulho muito de você! Adoro essa sua "efervescência" interna, esse olhar para além do óbvio. Acho lindo sua coragem, seu desprendimento e me sinto feliz com sua felicidade! O texto tá lindo! Beijos, irmã!
    Adília

    ResponderExcluir