quarta-feira, 22 de junho de 2011

...é a vida fazendo sentido...

Ontem, na nossa tradicional noite de terça, no Flórida Bar (eu e meus bares – e eu prefiro os tradicionais aos transados – piada interna), onde os assuntos vão de peido à política, passamos algum tempo falando sobre AIDS, tratamento, evolução e contamos casos que conhecemos de pessoas soropositivas, como lidam e como é possível viver bem.
Ouvi um relato que me deixou pensativa, emocionada e orgulhosa de um amigo. Amigo esse muito querido por mim, um coração que não cabe no mundo de tão grande.
Esse amigo tem um funcionário soropositivo a quem chamarei aqui de “Seu Romeo”. Um dia, estavam na sala somente o Seu Romeo e ele. O Seu Romeo começou a passar mal e teve uma convulsão. De imediato o amigo o pegou pelos braços, colocou no carro, fechou as portas do armazém e o levou para o hospital. Minha amiga, irmã dele, relatora dos fatos, contou o quanto orgulho teve dele quando o viu chegar em casa todo ensanguentado por conta da convulsão do Seu Romeo.
Fiquei pensando o quão bom de coração um ser humano precisa ser, para em uma hora como essas, se desprender de qualquer medo – porque, infelizmente, o medo existe, sim – e ter a sensibilidade de ajudar o próximo.
Isso me fez lembrar uma outra história que me contaram. Um assassinato brutal que aconteceu há alguns anos no meus interior, onde um motoqueiro chegou em praça pública, deu três tiros em um cidadão que estava sentado em um banco e as pessoas que nessa praça se encontravam foram incapazes de levá-lo ao hospital, até que minutos depois, uma alma iluminada chegou e conseguiu levá-lo de moto já nos seus suspiros finais. Quando soube dessa historia, na época, perdi um pouco a fé na humanidade.
Porém ontem, ao ouvir essa outra, fiquei pensando que quisera esse mundo ter mais gente como você, meu amigo (tua cara falar: minha amiga). É por ouvir histórias como essas que não perco a fé no homem e continuo achando que esse mundo tem salvação e que a vida faz sentido.
E acho que a salvação do mundo está em cada um, em cada ato de não preconceito e não descriminação de qualquer ordem.
“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.” (Albert Einstein)
Beijos,
Larissa!


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