terça-feira, 22 de março de 2011

Frescura

Hoje um amigo que há muito eu não vejo e há algum tempo não falava, me ligou. Ficamos quase 1h no telefone, contando das nossas vidas... realizações, sonhos, projetos futuros, como anda o presente e relembrando um passado saudoso, bem vivido e bem lembrado.
Em uma dessas lembranças, falamos sobre um dia engraçado, não por isso, mas essa parte ficou na minha cabeça, não pelo dia, mas pela lembrança de hoje. Enfim, a tal parte:
Um belo domingo de ressaca toca meu telefone e é o amigo:
Amigo: to te ligando pra te salvar de passar o dia comendo club social. Vamos comer?
Eu: vamos. Mas ou vamos em um lugar bom, bonito e barato ou você paga a minha conta.
Ele me pegou e me levou em um lugar ótimo, lindo e caríssimo e, obviamente, pagou minha conta. Lá pedi um tal filé não sei das quantas. É um filé alto e mal-passado. Eu realmente não gosto de carne mal-passada, então pedi para abrir o tal filé e passar bem.
Amigo: aff, vai assassinar o filé. E fino é ser mal-passado.
Eu: o nome disso é frescura. Seu garçom, favor abrir meu filé e passar bem.
Fiquei pensando nisso. Aliás, penso nisso até hoje. Fino é comer algo que não se gosta porque isso é fino, é isso?
Juntamente com isso, fiquei pensando no monte de frescura que rodeia o mundo hoje em dia, principalmente o mundo feminino.
Mulher não pode falar alto, chamar o garçom no bar, falar palavrão, tomar cerveja na garrafa/lata, fumar, transar casualmente.
Tem que fazer unha, sobrancelha, perna, contorno, axila (sovado jamais), buço e pasmem... ainda arrancar os cabelos de dentro do nariz. Sem contar no banho de lua, que jamais pode ser na praia.
Tem que fingir que não faz xixi, cocô, solta pum, arrota, fica menstruada ou tira catota.
Existe escova inteligente, de chocolate, progressiva, de algumas frutas, mas o bom e velho alisabel, jamais.
Esfoliante, gel pré-banho, gel pós-banho, óleo durante o banho, creme pra escurecer, creme pra clarear, creme para cada parte específica do corpo, sem contar no creme dental que clareia.
Isso não é nem metade do que existe e menos ainda metade do que está por vir.
Não que eu ache que homens e mulheres não tenham que se cuidar, depilação inclusive acho um caso de higiene, mas é tanta coisa que me pergunto se tudo isso é mesmo necessário e onde vamos parar.
Aliás, queria saber se existem mulheres que depilam o ouvido. Alguém depila ou conhece alguém?
Por último, mas não menos importante, ter celulite, estrias ou ser flácida é pior que matar alguém.
Beijos,
Larissa.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Maio Junho Julho e Agosto

Eu sempre costumo dizer “ainda bem que tenho bons amigos, porque estou mal de amores”. Esses amigos, além de serem bons, ainda me enchem de orgulho.
Por falar em orgulho, hoje o dia é todo do Pedro Esdras. O Pedro foi um agradável presente que a faculdade de Arquitetura e Urbanismo me trouxe. Gentil, inteligente, bonito, culto, agradável, possivelmente meu amigo mais educado. É dessas companhias boas em todos os momentos, seja nas farras, nas viagens, na mesa de bar discutindo arquitetura, a vida... um cara que conversa de peido a política. Além de tudo isso, ainda é poeta.
Autor do livro de poesia “Maio Junho Julho e Agosto”, escrito nesses quatro meses, entre farras e ressacas homéricas que lhe renderam grandes inspirações. O livro será lançado hoje e eu estou muito feliz por essa realização.
Pedro, Pedro... agradeço a vida e a faculdade por terem me dado o presente da sua amizade. Em cada encontro sempre aprendo alguma coisa. Um grande homem, certamente será um brilhante arquiteto e sinto que ainda vou vê-lo no Senado.
Com todo o meu carinho,
Larissa!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu e minhas paixões

Eu me apaixono por tanta gente e por tantas coisas, mas nem sempre “essas gentes” e essas coisas também se apaixonam por mim e, as vezes, “gentes” e coisas pelas quais não me apaixono, se apaixonam por mim. Vai entender esse mundo louco das paixões.
Tenho atraído paixões um pouco bizarras. A última, mais recente e que gamou, não me largando nem com macumba pesada, é uma virose que me deixa com uma tosse de cachorra louca no cio.
A última gente pela qual me apaixonei é uma criatura que, segundo a mulher do gerente de um dos milhares de bares onde eu encho a cara nessa pequena cidade metida a megalópole, “como assim esse fulano tem a petulância de não te querer? Filha, você é uma princesa, saia dessa”. Ok, ouvi os conselhos, me conformei em ser uma princesa e também pensei: “como assim esse fulano não me quer?” e já desapaixonei.
A última gente que eu me lembre ter se apaixonado por mim, essa não merece nem comentário, mas enfim, vou falar... é um, digamos, louco. Me perseguiu em todos os lugares físicos e virtuais. ME-DO! Querido, se você me liga 1 vez e eu não atendo, alguma hora vou ver que você ligou e, se quiser, te retorno, se não retornar é porque não quero falar com você. Você não precisa ligar 18 vezes do seu celular e depois ligar de um celular estranho e menos ainda deixar uma caixa de chocolate na minha portaria, ok?! O nome disso é: desespero, e depois dessa é mais fácil o Bin Laden dançar pagode com o Obama do que eu querer qualquer tipo de proximidade com a sua pessoa.
Entre essas paixões, ando tendo um caso de amor e ódio com o Villaça, inclusive como a tal virose passou o fim de semana comigo, então resolvi também passar o fim de semana com o Villaça e passamos um fim de semana a três, na cama, na mesa, no sofá e até mesmo no banheiro. O Villaça é um urbanista que ando lendo bastante, concordando e discordando das ideias dele. Às vezes morro de amores por ele e às vezes fico puta, ou melhor, fico freira, antes ficasse puta, né?! Mas enfim, entre tapas e beijos, ele me inspira bastante.
Enfim, continuo andando por esse mundo, procurando mais paixões e ao mesmo tempo fugindo loucamente delas e ando também querendo a sorte de um chofer de caminhão.
Sem mais a dizer e sem mais paixões por esse momento,
Larissa.

"Eu quero a sorte... eu quero a sorte de um chofer de caminhão"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval em Fortaleza

Por motivos diversos, nós do Sambando na Lua, passamos o carnaval aqui mesmo em Fortaleza. Eu, que ia aproveitar o carnaval para estudar, an-ham, curti todos os dias nessa terra onde, segundo o Márcio Caetano e eu concordo com ele: o pré-carnaval já é o que há e esse ano provou que o carnaval também está vindo para ficar.
O Bloco Sanatório Geral animou as ruas do Benfica no domingo e na terça de carnaval. Sem dúvida a melhor saída nesse período de festas. Bloquinho muito animado, galera tranqüila, lugar agradável e nostálgico e ótimas machinhas carnavalescas. Os organizadores do Sanatório estão de Parabéns! “Seu Marco Antônio é hora de relaxar”. Todo mundo fantasiado, fantasias muito engraçadas. No domingo fui de pijama, recomendo a todos terem um pijama “descente” para sair de casa, é muito confortável, e na terça fui de “Des-romero Britto”, arte da minha amiga Ju Morais, um arraso só. Deu pra se divertir bastante.
Nossa cidade ainda contou com ótimos shows no aterrino da Praia de Iracema. Fui nas duas primeiras noites. Sábado com shows do Cidadão Instigado, banda que só cresce no meu conceito (ai, ai, Catatau) e Marcelo D2 e domingo com show das Chicas (que se diz ser uma banda só de mulheres, mas o baixista, baterista e mais alguns que não lembro, são homens) e Roberta Sá (vulgo Vanessa da Mata, piada interna).
Enfim meu povo, ter dado essa chance para o carnaval de Fortaleza valeu a pena demais, me diverti bastante e me poupei de subir e descer ladeiras em Olinda sob 10 graus a mais que aqui.
Agora vou indo estudar porque tem coisa pra fazer que não acaba mais e o fim de semana ta chegando e quero continuar no ritmo carnavalesco.
Inté,
Laris Lene!
Domingo no Sanatório
Arte de Ju Morais na fantasia "Des-romero Britto"

sexta-feira, 4 de março de 2011

...

“...Não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim...”
Sem mais no momento,
Larissa!