domingo, 30 de janeiro de 2011

Cisne Negro

Genteee, quem ai está ansiosa pela estreia de Cisne Negro?? hehehe... Faz muito tempo que não espero ansiosamente por um filme!! Já li tuuuudo a respeito!! hehehe...

Tudo nesse filme me dá vontade de assistir. No início, a vontade vinha por tratar do Lago dos Cisnes(o mais famoso ballet de repertório do mundo! De Tchaikovsky... ) Mas depois, ao ver que ele fez um thriller psicológico ambientado no mundo do ballet, eu fiquei com mais vontade ainda!!!

Na história do Lago dos Cisnes existe o Cisne branco (uma princesa, daquelas de contos de fadas, que através de um feitiço ficou presa no corpo de um cisne) e o Cisne Negro(a irmã gêmea malvada do Cisne branco). No filme, o diretor utilizou o Cisne Negro como nada mais nada menos que o alter ego do Cisne branco (lindo, perfeito , delicado e que não peida). Nina (a linda Natalie Portman) é um retrato do Cisne branco e é desafiada a mostrar a sua porção cisne negro... ainda existe a mãe, bailarina frustada que solta todos os seus recalques na filha...o resto, bem, eu também ainda não assisti o filme! hehehe

O que mais me encantou também, foi o autor querer focar mais no antes de um espetáculo de ballet do que no espetáculo propriamente dito. Todas as dores, as restrições e os traumas que se criam nas bailarinas!  Por incrível que pareça, eu que sou completamente apaixonada por dança também sempre gostei de prestar atenção nesse "antes do espetáculo"...amo ver ensaios e ver os bailarinos,artistas de circo ou o que  quer que seja tentando se superar! Gosto mais de ver seres humanos do que fantasias prontas e inatingíveis!! Às vezes, em espetáculos profissionais, gosto de ver erros e sempre aplaudo! Isso me faz lembrar que são seres humanos que estão ali! Afinal, quem não erra?

Lendo tudo isso comecei a lembrar de cenas que eu vivi tentando superar os limites do meu corpo...uma vez, ao pular para uma turma mais avançada na dança, quase lasquei o meu joelho por fazer aquilo que sabia que o meu corpo não aguentava, só para mostrar que tinha condições! Tenho mancha nas costas desde os 14 anos, por conta de um machucado e hoje, praticamente toda semana eu ganho uma mancha de machucado nova no pé ou nas pernas, e não tenho um pingo de vergonha de colocar um short e exibi-las. Sempre lembro da frase do meu professor de circo quando mostramos um machucado: É a arte entrando...

Poisé, como eu já disse antes, esse mundo das "artes corporais" me fascina demais! E no filme ainda ganhamos um "plus" com o figurino maravilhoso!! Dá vontade de voltar pro ballet só para usar essas roupas...hehehe

 A atriz perdeu 10kg(só pode ter tirado os ossos) para o papel!



Olha que maravilhosa essa fantasia do Cisne Negro

P.S: Acho que não sou só eu que estou enfeitiçada pelo filme, até a moda está!  A temporada de desfiles de moda atual, mostra uma completa inspiração no ballet. Até a Vogue da Russia de janeiro fez um editorial inspirado no mundo do ballet...Olha que lindo:



Um beijoooooo e bom domingo!!

Rully

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Kika Reichert

A minha assessora para assuntos do lar (Vívian) ontem me apresentou mais uma maravilha de blog, o Kika Reichert (Clique AQUI). A Kika, dona do blog, define o seu lugar na internet como "Um blog de imagens que me inspiram e coisas que eu simplesmente gosto.". Posso dizer que a mulher tem bom gosto, que o blog é "hipopotizante" e você não quer parar de ver. Tentei selecionar algumas imagens para mostrar para vocês aqui, mas é difícil, muito difícil!! Passem lá e confiram!

Beijos,
Amanda Klein

 










 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Da Rua da Frente à Beira-Mar - História de Pescador"

Dando continuidade às minhas sessões de homenagem, hoje é o dia da minha amiga do coração, Rachel Garcia.
 A Rachel foi minha amiga de faculdade e está lançando o livro “Da Rua Dra Frente à Beira-Mar – História de Pescador”.
A Rua da Frente, que remonta as origens da Beira-Mar, bem antes da construção da avenida, renasceu através das histórias de pescador. Suas paisagens, repletas de “casinhas” baixas de “chamei e varoado”, de taipa, barro, madeira e cobertas de palha, foram sendo humanizadas por pescadores e pelo “mulheril” faceiro, que ali moravam. Margeando a Rua da Frente, descortinaram-se paisagens naturais e culturais formadas por uma grande quantidade de embarcações, de coqueirais nativos e outros tipos de plantas, como pés de oiti, mangueira, cajueiro e azeitona. Da Colônia dos Pescadores do Mucuripe ao bar do seu Expedito, do cinema Tufim à escolinha, tudo foi reconstruído através da oralidade e da memória.
O livro retrata a visão que os pescadores têm de um trecho da Beira-Mar, do Porto do Mucuripe à feira de artesanato, com recorte temporal de 1936 a 2010. Optou-se (nos tópicos da Parte II) por organizar a narrativa pelo percurso feito com os pescadores e não por ordem cronológica dos acontecimentos. A ideia de contar as transformações do principal cartão postal de Fortaleza começou na pesquisa de mestrado do curso de Gestão de Negócios, da Uece. Após o término do mestrado, a dissertação foi adaptada, priorizando a voz dos primeiros moradores do local, os pescadores, e a memória imagética, assinada por Chico Albuquerque, Jarbas Oliveira e Ricardo Batista. A publicação do livro foi possível graças ao patrocínio da empresa Aço Cearense, via Lei Rouanet de Incentivo à Cultura, produção da Lumiar – Comunicação e Consultoria e edição da La Barca, com tiragem inicial de três mil exemplares.
No prefácio, o pesquisador Miguel Angelo de Azevedo, o Nirez, garante: “A maneira encontrada por Rachel para escrever o livro é sui generis e perfeita. (...) Aqui, as histórias de pescador não têm o sentido genérico que é da mentira ou do aumento da história. Pelo contrário, aqui representam a verdade, vista por cada um”. Além disso, a autora e, principalmente, os nativos, “descrevem historicamente a evolução social da cidade em relação à praia”. O passado e o presente são contados por três “vozes” diferentes: 1) a história contada pelos livros, 2) a história contada pelos homens (pescadores) e 3) a história visual (fotos atuais e de arquivos).
A linguagem singular dos pescadores, com suas expressões e vocábulos próprios, foi fielmente preservada pela autora. Eles falam dos antigos moradores, tipos de jangada, da vegetação e das sucessivas mudanças, até chegar à Beira-Mar de hoje: “Aqui era tudo limpo, deserto, e a praia era só areia mesmo, não era calçamento”, lembra seu Francisco. “Do lado de cá, era só mato. Aqui tinha uma arruado de casa, né? Que era a rua. Antigamente, as mulheres da vida moravam tudo aqui, nessa beira de praia. Depois foi que mudaram pra o farol do Mucuripe”.
Rachel Garcia é mestre em Gestão de Negócios pela Universidade Estadual do Ceará, Uece, bacharel em Turismo pela Universidade de Fortaleza, Unifor, onde atualmente cursa Arquitetura e Urbanismo. É professora universitária, tendo lecionado em cursos da Universidade Vale do Acaraú, UVA, Faculdade Tecnológica Intensiva – Fateci e outras.Também é consultora de projetos culturais e esportivos da Lumiar Comunicação e Consultoria, além de minha amiga, hahaha.
Amiga, PARABÉNS! Eu sei o quanto você batalhou para concretizar o sonho desse livro. Você merece todo o sucesso e felicidade do mundo. Além de escritora é uma pessoa de bem, determinada e decidida e, sem sombra de dúvidas, uma amiga maravilhosa, para todas as horas. Estou muito, muito orgulhosa de você e de mim também, por estar nos agradecimentos do seu livro, hahaha. Brigada por essa felicidade.
Te desejo todo o sucesso do mundo e que você continue a brilhar e a iluminar todos a sua volta.
Beijo grande,
Larissa!
O lançamento será sábado, dia 29.01.2011, no Iate Club, 16h.


               Imagem retirada do FB da Rachel. Ela e alguns pescadores da Beira-Mar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Com o maior amor desse mundo

Hoje eu vim aqui pra falar de uma pessoa que certamente nunca deve ter visto esse blog, acho que ele nem sabe que existe. Mas hoje ele merece todas as homenagens desse mundo. É o meu primo Brenno, o meu Bê lindo. Embora ele já tenha 19 anos, pra mim ele é e sempre será meu Bê.
Essa vida é muito louca e passa tão rápido que quando você se da conta, a criança amorosa e que corria de frauda pela casa já é um homem, com namorada e que batalhou, se esforçou, teve uma meta e conseguiu chegar ao seu objetivo. Deixou a família inteira feliz com o resultado do vestibular de Engenharia Civil da UFC.
Meu Bê, poucas vezes na minha vida vi alguém tão decidido à conseguir algo, como vi você com esse vestibular. Você encheu a mim e a toda nossa família de orgulho. Deus fez um excelente trabalho colocando você nas nossas vidas. Foi a nossa criança mais linda e carinhosa e se transformou em um homem digno, batalhador, de garra, fibra e fé, alguém que com méritos próprios, conseguiu o primeiro emprego antes mesmo de passar no vestibular.
Obrigada por existir na nossa vida, por nos trazer tanto orgulho e por ter me escolhido de madrinha (o restante da família que me perdoe pelo cargo disputado). Hahahaha
Ju, eu compartilho ele com você mas, antes, muito antes, ele é meu, do meu coração, da minha vida, para sempre.

Nessa foto eu to bem assanhada, né?! Mas ainda assim eu a adoro. Eu, minha pequena e os homens da minha vida, Bê, Pedrinho e João... "Amor maior que eu!"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Odisséia de Sábado

Sábado foi o aniversário da mãe da nossa amiga Carolina Maia. Conheci a Carol tem pouquíssimo tempo, mas a garota é beleza, nota 10! Sem frescura, topa tudo, de um ótimo humor e ainda tem uma família animadíssima, prova disso foi o niver da mãe dela. O aniversário foi no sábado a partir 13h lá no “Nosso Bar”. O bar tem cerveja gelada, bom atendimento, a bolinha de queijo e a macaxeira frita são nota 10, a pimenta é de responsa e o banheiro é limpinho. Pra fechar com chave de ouro tem samba até às 22h. Depois do bloquinho de rua “Sanatório Geral” que rolou lá no Benfica, que também foi ótimo, partimos pra lá. Segundo a Carol eu perdi o melhor do samba que aconteceu no começo da tarde pq eu só cheguei umas 18h, as meninas, que estavam lá antes, confirmaram que eu realmente perdi o melhor, mas tudo bem. A turma é tão animada que de lá, partiu um “bonde” de 16 pessoas para o show do Beto Barbosa no Kukukaya. Eu fiquei arrasada pq fiquei fora do bonde. Não tinha como ir pro show do Beto dançar “Adocica meu amor, adocica...”. No outro dia eu tinha um retiro com o Pe. Airton e não ia chegar no retiro de ressaca. Ainda tentaram me convencer de ir e não beber, mas isso seria uma missão impossível. Num show desse eu ia tomar todas as cervejas do estabelecimento, ia querer subir no palco e dançar com o Beto Barbosa. Eu me conheço!!! Fui pra casa e no outro dia fui pro retiro. Passei pra pegar a Rapha e ao chegar no local não tinha ninguém, o retiro foi cancelado!! Kkkkkkkkkkk. Fui pra missa às 8h da manhã rezar com as velhinhas e a Rapha, somente!   
Não tenho o endereço do Nosso Bar, mas as coordenadas são as seguintes: Você vai na Washington Soares no sentido do Porto das Dunas. Ao chegar na rua do Ari de Sá você dobra à direita. Segue na rua e depois de alguns quarteirões você verá o Nosso Bar do lado esquerdo! Pare o carro e desça que lá é sucesso!!!
Beijos,
Amanda Klein.
                                        A turma do basquete (piada interna). 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Máquina de vendas escaneia seu rosto e escolhe sua comida

"A Kraft inventou uma máquina de vendas, dessas de refrigerante que você encontra por aí, que analisa seu rosto para descobrir o que você quer comer. Ela combina reconhecimento facial com outras informações para te dar seu salgadinho ideal, ou te manda um e-mail com uma receita e instruções de onde comprar os ingredientes. Descolado ou assustador?
Enquanto você mexe na tela sensível ao toque da “Solução de Planejamento de Refeição”, da Kraft, uma câmera analisa sua face e determina sua idade e gênero rapidamente, para antecipar seu cérebro e escolher o que você irá comer.
Entre essa máquina e o Kinect existe um distópico filme de ficção científica que ainda será escrito, onde as maiores corporações do mundo combinam suas forças para nos espiar eternamente com câmeras com sensor de movimento e coletando nossas impressões digitais durante uma maratona de Angry Birds.
Mas por enquanto, babemos como Homer Simpson e digamos: ahhh, veja só, que máquina esperta, que salgadinho delicioso! Ele antecipa o que eu quero comer, do mesmo jeito que a mamãe faz"

Notícia retirada do site abaixo:

Lascou! Agora tem máquina pra me dizer até o que EU quero comer!!! Fala sério!  

Inté!

Amanda Klein

Chove chuva

Aqui em Fortaleza só chove desde segunda! Aquele climinha frio, nublado, com aquela chuvinha leve que só te deixa com vontade de ficar em casa deitadinha, comendo, vendo um filme e namorando. Aiiiiii como nessas horas um namoradinho faz uma falta desgraçada. Agora, não pode ser qualquer namoradinho, o namoradinho tem que fazer o coração bater forte quando chegar, tem que fazer as borboletas do seu estomago se agitarem quando ele vai te beijar e você tem que sentir saudade quando ele se vai. Tem que ser “O CARA”, tem que ser o “SEU CARA”. Qualquer um não serve, pra ter qualquer um é melhor curtir o friozinho só ou com as amiga e um prato de brigadeiro. Pelo menos só  ninguém “pertuba” seu juízo e quando um número estranho te ligar, você atende seu telefone sem medo, além disso, você pode entrar on-line no FB e no MSN sem medo de ser feliz. =)

Quero ir pra casa assistir “O Clone” deitada no sofá com uma panela de brigadeiro!!!

Amanda Klein  

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pensamentos...

Domingo eu estava assistindo o Fantástico e chorando com as notícias das chuvas na região serrana do Rio . Chorei com a história do pai que ficou soterrado com o filho de 6 meses e ficava juntando saliva para molhar a boca do bebê. Isso tudo ele soterrado, sem saber se seria salvo ou não e sabendo que a esposa e a sogra estavam logo ao lado mortas. Chorei ao ver o menino que foi arrastado por 4km todo machucado dizendo “Obrigado, moço, obrigado, moço” para o “moço” que o salvou. Chorei ao ver a avó desse menino ao lado da cama dele cuidando do neto enquanto sua filha estava sendo sepultada. E aqui estou eu com os olhos cheios de lágrimas ao ler a notícia que uma doméstica quebrou dois dedos ao cavar compulsivamente, gritando pedindo ajuda para salvar os 3 filhos que estavam soterrados. Ela conseguiu! Salvou seus filhos! O cachorro Caramelo que estava a dias ao lado do túmulo da dona que morreu em decorrência das chuvas.

Olhar todas essas histórias me comove, me faz repensar nos valores de cada coisa. Qual o peso de cada coisa na sua vida? Nessas horas agradeço mais ainda à Deus pela minha vida e realmente tenho muita vergonha de chorar e reclamar por coisas tão banais. Morro de vergonha de sentir alguns sentimentos que são insignificantes e mesquinhos. Tenho muita vergonha de mim mesma por considerar um problema não conseguir conciliar, um carnaval no Rio, com uma viagem pra Europa com as amiga e uma cirurgia plástica. Morro de vergonha por ter chorado porque eu considero que o fulaninho não sei das quantas não teve consideração por mim, não se sacrifica por mim, não abre mão disso ou daquilo por mim. Eu realmente às vezes sou RIDÍCULA! Cada história dessa de sacrifício, coragem, amor, fidelidade...me faz acreditar que realmente vale a pena ter esperança que o mundo pode ser melhor, que existem muitas pessoas boas no mundo e que eu tenho que evoluir MUITO espiritualmente na vida.

Amanda Klein

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Quatro tipos básicos de pé-na-bunda!

Como esse blog ta mais abandonado do que mulher quando leva um pé-na-bunda, resolvi postar um texto que eu li há alguns anos, em um dos meus blogs preferidos, http://vodcabarata.blogspot.com/. Aliás, conheci esse blog por conta desse texto. Minha amiga Ju me enviou por email. Desde então sou uma frequentadora assídua do vodka barata.
O texto é meio longo, mas muita gente vai se identificar.
Beijos,
Larissa.
"Quase todos os homens com quem eu me relacionei queriam me transformar em alguma coisa. Eles olhavam e pensavam qualquer coisa sobre como eu seria muito melhor se fosse de outro jeito. "É gostosinha, mas fala muito alto. Podia ser mais discreta"; "É bonitinha, mas é muito masculinazinha. Podia ser mais jeitosa"; "É engraçada, mas é muito burrinha. Podia ser mais inteligente"; "É charmosa, mas é muito abestalhada. Podia ser mais mulherão"; "É uma garota, mas bem que poderia ter um pau"; "É feia, mas bem que podia ser bonita"; "É bonita, bem que podia ser mais feia"; "É magra, bem que podia ser mais gorda", "É gorda, custava nada dar uma emagrecidinha" e por aí vai. Nenhum deles se apaixonou por mim. Eles estavam apaixonados pela idéia daquilo que eles poderiam fazer com que eu me tornasse.

Na contagem, teve um que me queria o mais menina possível, o outro me queria mais meiga, o outro me queria mais mulher. O outro queria que eu falasse o menos possível. Sempre, todos, talhando à mão de ferro uma idealização de uma coisa que não existe. Para, no fim das contas e ao perceber que eu não sou mamulengo, dizer que eu até sou legal, mas que não sou legal O SUFICIENTE. Quando esse é o motivo do fim, existem quatro tipos básicos de pé-na-bunda:

1- Tem o pé-na-bunda-com-porém genérico, que eu costumo ouvir mais frequentemente: "Ivi, você é legal, mas blablablabla", seguido de poréns sem-pé-nem-cabeça que são fáceis de superar.

2- Tem o pé-na-bunda-com-porém Richard Gere, do tipo inconformado: "Ivi, você é ótima, mas eu preciso de alguém mais blablabla". Os Richard Gere são do tipo que terminam uma relação porque querem Uma Linda Mulher Que Largue Tudo Por Eles Que Nem a Julia Roberts Fez. Geralmente eles vão dizer que eu uso saias muito curtas, encho muito a cara ou que minha calcinha aparece demais.

3- Tem o pé-na-bunda-com-porém Fiona Apple, que eu acho até divertido: "Ivi, você é legal mas é completamente louca, eu tô com medo de você e quero que você suma da minha frente". Esses Paul Thomas Anderson vão dizer que meu ciúme é psicótico, que eu me entrego demais, que me apaixono demais, que tiro muitas fotos dele, que escrevo muitas cartas de amor, que choro demais por tudo. Em geral, eles são uns morgados apáticos que só me atraíram num momento de carência e que, depois, eu vejo como foi melhor eles terem me largado. Na maioria das vezes, são indies ou impotentes.

4- Mas tem o pior de todos os pés-na-bunda-com-porém, o que mais me dá medo, o que mais me deixa arrasada, o mais triste de todos, o que me deixa com ódio, o que me acaba com a auto-estima e me faz querer morrer por meses: "Ivi, você é maravilhosa, perfeita, incrível, não sei porque um babaca como eu pode dispensar você, o problema é comigo, não tem nada a ver com você. Mas eu não te quero mais". Esse pé-na-bunda-com-porém é foda porque:

4.1- Como assim esse idiota vem aqui se fazer de vítima, tenta dar uma alisada safada na minha auto-estima com uns elogios de merda para depois vir dizer: "tô indo nessa"?! Não preciso de esmola e se quiser me largar me largue rápido e sem balela, para doer menos.
4.2- Como é que eu não consigo fazer nem com que um imbecil desses se apaixone por mim?
4.3- Ou: por que eu não dei um fora nele antes desse otário vir acabar comigo?
4.4- Por último: se eu sou tão maravilhosa, amigo, por que você VAI ME DEIXAR?!??!?! Aí vem o momento não, não, por favor, não faça isso, eu juro que vou melhorar, eu vou te fazer ver que você não tem problema algum, querido, que você não é um babaca, eu vou ser melhor para você, eu vou consertar a sua vida todinha e, quando você se tornar uma pessoa relaxada com você mesma, você vai me amar ainda mais. SONHA, tontinha, SONHA.

Primeiro porque, se ele não me largar nesse momento, eu vou ficar cagada para sempre, tipo preciso-de-você-senão-eu-morro e ele vai tirar vantagem disso. Ou, contando com a possibilidade dele mudar de idéia e ficar comigo, depois, quando o meu "plano perfeito" funcionar e ele realmente se sentir menos bosta, a primeira coisa que ele vai fazer é usar toda auto-estima dele que eu recuperei para me largar e arrumar o outra.

O mais sábio é: aceitar o pé-na-bunda com dignidade. Seja por quais forem as razões de um bofe não me querer mais, o simples fato do cara mencionar que não quer mais ficar comigo já significa que ele sequer merece desfrutar de minha companhia. Eu não vou perder meu tempo tentando convencer alguém que sou legal o suficiente para que ele decida ficar comigo. Que eu sou legal é óbvio, e É PARA SER óbvio – se o boyzinho não sacou, tchau para ele.

Mas, sim, tem aquele tipo de Bofe que te larga sem ficar balelando uns poréns, Bofe de verdade com B maiúsculo. Que chega diz: óa, tô indo nessa. Eles podem até gastar hoooras com suas razões, mas nunca vão tentar lustrar meu ego com elogio de supermercado. Nunca vão ficar fazendo a linha vítima, nem a linha que se auto-esculhamba, nem vão me esculhambar gratuitamente. Vão dizer a verdade – a forma mais simples de se dispensar alguém.

Obviamente, existem vários tipos de pé-na-bunda (o da gaia, o da furada-de-olho, o de mudança-de-vida-que-não-inclui-você, o da gaia que VOCÊ botou, enfim...).



E fiz esse arrodeio todinho porque queria dizer que, independente da razão, enfim, quem interessa são os que se mantém leais até na hora de me chutar. Esses, esses viram meus amigos. O resto é lixo." Por Adelaide Ivánova
                                                 Imagem tirada do google.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Todos merecemos férias uns dos outros

Como eu já falei aqui outra vez, eu acompanho o blog do Adriano Silva, o Manual do Executivo Ingênuo (clique AQUI)! Adoro, adoro e adoro!! Queria ser amiga dele, da mulher dele, dos filhos dele...rsrsrsrs É um blog que eu leio e me ajuda a ter e manter o foco em alguns quesitos da minha vida. É bem legal, mesmo! Semana passada eu li um texto que eu amei! Hoje estou aqui atualizando minhas leituras, li novamente o texto e me identifiquei mais ainda. Resolvi dar um CTRL + C e um CTRL + V e compartilhar com vocês.

Beijos e espero que gostem!

Amanda Klein

"Há dois anos minha mulher foi visitar uma amiga que estava morando na Espanha. Passou duas semanas fora. Conheceu Madri e Barcelona sem mim. Quando me disse que iria, e eu lhe perguntei que diaa embarcaríamos, percebi de cara que uma sentença não tinha conexão com a outra. Eu estava pensando na primeira pessoa do plural. E ela, na primeira do singular. Eu me referia a uma das nossas viagens dos sonhos, fazer Espanha e Portugal de carro, e no automático me incluía no pacote. Ela deixou claro, para a minha surpresa, que aquela viagem era outra, que queria ir sozinha. E assim foi: a sua primeira viagem a lazer sem mim em quase dez anos de casamento. Ela – sem marido, sem filhos, apenas ela, deixando para trás, por alguns dias, a sua rotina, os seus papéis, os seus compromissos. Fiquei com as crianças e a babá, mais a faxineira, tomando conta da casa que é tão dela, da vida que é tão nossa. Não foi fácil digerir essa ideia e aquela situação. Lembro que eu trazia as crianças todo dia para conversarem com a mãe no Skype e realmente não me sentia bem. Cada presilha nova no cabelo dela que eu percebia era uma pequena ofensa. Cada sorriso, cada maquiagem diferente, cada roupa que eu não conhecia ou não lembrava eram uma agulhada. Era muito fácil pensar em abandono, em rejeição, em ter sido preterido. Era muito fácil sentir ciúme. Ela, afinal, ia se divertir sem mim – e, pior, minha ausência era, aparentemente, um quesito relevante dessa diversão.


Férias assim são ótimas. Mas precisamos todos de férias individuais também.


No fundo, ciúmes é isso: é ter a propriedade da pessoa, é ter a posse cativa das suas emoções, da sua presença e da sua atenção. Você não permite que a pessoa sinta, pense, aja, ria ou chore fora do seu âmbito. No fundo, portanto, ciúmes é controle. Não tem a ver com sentimento, com amor, com paixão. Ciúmes é, antes que tudo, sentar em cima, impor o seu carimbo, imobilizar o outro, garantir a hegemonia completa do parceiro por meio da força – que pode ser direta ou exercida por meio da chantagem. O que os muitos ciumentos não percebem é a seguinte e singela questão: quanto vale a presença ao seu lado de alguém que não quer de verdade estar ali?
Demorou quase dois anos para que eu trabalhasse aquele evento dentro de mim. Até que essa elaboração emergiu esses dias em forma de tese: todos merecemos férias. A mulher, do seu marido – e vice versa. Os filhos, dos pais – e vice versa. Não se trata apenas de um direito. Trata-se de um dever. A gente sacraliza essas relações familiares. E atuamos ainda como se vivêssemos num pequeno clã encravado num pequeno burgo escondido numa pequena colina europeia do século 17. Só que o nosso mundo e a nossa vida mudaram, se expandiram, se sofisticaram. Na segunda década do século 21, um break nas relações familiares, uma semana por ano que seja, é o melhor que você pode fazer para de fato sacralizar essas relações. Porque uma pausa para o respiro, uma folga dos trabalhos e afazeres, um tempo para recarregar as baterias só fazem refrescar o relacionamento. Transformam a mesmice em saudade apimentada, o enfado em tesão renovado, a rotina de que você tanto reclama em algo que você passa a enxergar de outro modo, e até a valorizar. Entre tantas coisas que minha mulher me ensinou, de modo natural e instintivo, na maioria das vezes sem ter essa intenção pedagógica, eis uma nova lição fundamental: todos merecemos férias. Todos devemos uns aos outros um pequeno tempo estratégico fora – e todos devemos esse tempo a nós mesmos. Mesmo o trabalho que mais amamos nos cansa. Mesmo a paixão mais genuína pode causar enfaro, cãibra, pletora de felicidade. Olhar para o outro lado não significa necessariamente desinteresse. Pode significar apenas a aquisição de um parâmetro melhor para alimentar a convicção do quão feliz você é por ter seu parceiro ou parceira do seu lado. Recolher-se, enfim, a um curto período de reciclagem interna não quer dizer que você não queira mais a companhia do outro, quer dizer apenas que você precisa de um momento sozinho, para em seguida voltar a andar de mãos dadas com ele ou ela vida afora. Sting estava para lá de certo – “If you love somebody/Set them free”. Eles, ou ele ou ela, voltarão. E revigorados, em dobro, com brilho renovado no olho, com nova dose de vontade. Se não voltarem, é porque já não estavam aqui antes, de qualquer maneira. E é melhor estar sozinho de verdade do que sozinho a dois. E é melhor saber que você está só do que imaginar equivocadamente que tem alguém do lado."

Segunda-feira musical

Ontem foi a Abertura do Carnaval 2011 do Rio de Janeiro, e eu fiquei mega feliz pq eu vi que entre os blocos que desfilaram, estava um especial - o Exalta Rei! Na última vez que eu estive no Rio fiquei sabendo de algumas coisinhas sobre esse bloco. A primeira, foi que o bloco só desfilou uma única vez, no carnaval de 2009. A outra, é que o bloco começou o desfile com pouquíssimas pessoas e no boca a boca formou-se uma multidão, e entre os presentes, como não poderia faltar, estavam vários cearenses, entre eles, a Larissa, escritora desse ilustre blog!! Ô cearense "cagada"! A "caboca" sai lá do Cedro, no meio da seca cearense e vai parar no melhor bloco do Rio de Janeiro!! Brilha muuuuito!! Já um amigo meu lá do Rio, recebe uma ligação de um cara da banda do Exalta Rei, pedindo pra ele ir tocar no bloco. Ele recusa pq tinha que ir pra outro bloco não sei nem onde e ia ficar muito cansativo. Resultado - V-A-C-I-L-O-U perdeu o melhor bloco do carnaval 2009! É né, a vida é assim! Para quem não sabe, o Exalta Rei desfilou no carnaval de 2009 no bairro da Urca no Rio de Janeiro onde reside o Rei Roberto Carlos e a bandinha só tocava músicas dele. Para delírio da galera que estava presente (inclusive a Larissa cearense do Cedro) o RC saiu na sacadinha do prédio e deu um tchauzinho pro povo. Depois disso, o Exalta Rei continuou fazendo apresentações no decorrer do ano, só não desfilaram no carnaval. Eles passaram a cantar também, músicas de outros Reis como Elvis e Beatles. Bacana!!! Curti!

Larissa, esse vídeo é pra você matar um pouquinho da saudade desse dia!

video
Beijos!

Amanda Klein

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

2004

Teoricamente era pra minha digníssima pessoa estar saindo para mais uma notadinha na "guerra", mas não, aqui estou eu escrevendo com um leve sorriso no rosto. O motivo? Estou lendo minha agenda de 2004! Como é bom fazer agenda!!! Não estou falando daquela agenda que você coloca o saquinho de batata frita do McDonald´s, e sim, aquela agenda que você descreve uma festa, escreve uma frase, um poema, aquela agenda que tem a letra borrada porque quando você escrevia você chorou e molhou o papel. Enfim, aquela agenda que tem aquele detalhezinho que te leva pra um passado que as vezes é tão presente que você por muito pouco não sente o gosto do beijo, da comida, não sente aquele cheiro, aquele abraço, aquele toque. Você quase ouve aquela conversa novamente, você quase sente aquela respiração perto do seu rosto. Se duvidar você pode até fechar os olhos para ver melhor, apertar sua mão ou esticar o braço para tocar melhor o seu passado que tá logo ali na sua frente. 

O ano de 2004 foi o mais marcante que eu já tive. 2004 foi o ano que eu vivi mais intensamente. Lá eu me aproximei mais de Deus, lá eu me aproximei de mim. Foi lá que eu aprendi a viver com o peso do "NUNCA MAIS". Foi lá que eu aprendi a viver sabendo que nunca mais iria ver o Victor, e foi lá que descobri que eu ainda era capaz de amar e sonhar. 

Ler minha agenda de 2004, me fez lembrar que eu sou muito mais capaz do que eu me julgo ser.

Beijos!
Amanda Klein  

"De que lado você samba...

...Você samba de que lado?"


Foto enviada por e-mail pela nossa amiga Jú!!!

Beijos!

Amanda Klein

Viver bem a reconciliação - Somente quem está em harmonia consigo é capaz de se reconciliar

"Quero refletir com você sobre um dos segredos para sermos perfeitos na unidade: a reconciliação.

Em primeiro lugar, somente quem está em harmonia consigo mesmo é capaz de se reconciliar com as pessoas que estão ao seu lado. Aquele que está dilacerado interiormente, também dilacerá as pessoas que o cercam. Até nós cristãos, muitas vezes, gostaríamos de perdoar os nossos semelhantes, mas não conseguimos. Geralmente, isso ocorre porque ignoramos os nossos sentimentos de raiva, ressentimento e aborrecimento em relação à pessoa que nos magoou. Esses sentimentos ignorados enraizam-se em nosso interior e nos impedem de viver a reconciliação. Sobretudo, reconciliar-se significa esclarecer os sentimentos, expressá-los sem ofender e agredir o outro, sem querer saber quem tem razão, e também sem se justificar. Em qualquer comunidade, quando os conflitos e as diferenças são colocadas "embaixo do tapete" aparecem as divisões e as dificuldades para viverem unidas no mesmo propósito. Aí surgem perturbações na comunidade, as pessoas não confiam mais umas nas outras e se tornam apáticas em relação ao que os outros vivem."

Que nós possamos nos reconciliar primeiramente conosco e dessa forma possamos nos reconciliar com o mundo. Que possamos nos perdoar pelos nossos próprios erros. A mudança ocorre de dentro pra fora. Que tal começarmos por nós?!

OBS: Texto retirado do site da Paróquia Cristo Rei. Ver texto completo AQUI.

Beijos!

Amanda Klein

domingo, 2 de janeiro de 2011

Para começar 2011!

Não tem nada que me deixe mais frustrada do que pedir Sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúsculo do meu sorvete preferido. Um só.  Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.. O SORVETE é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.  
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’). Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara alguns anos mais novo,mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.  
Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…  Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…
Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’. Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.  Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções. Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: ‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias porções de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.  Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.  
Por isso, garçom, por favor, me traga: um pote de sorvete inteiro, um sofá pra eu ver todos os episódios de “Prison Break”, um balde de pipoca, chá mate, uma carteira de carlton e o Wentworth Miller, embrulhado pra presente. OK? Não necessariamente nessa ordem.  Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
(Desconheço a autoria desse texto e coloquei algumas palavrinhas minhas)
Um 2011 cheio de regras quebradas para todos,
Larissa.