sexta-feira, 29 de julho de 2011

O amor que sabe do tempo e do vento - Eliane Brum

Lendo os textos da coluna da Eliane Brum, me deparei com "O amor que sabe do tempo e do vento". Achei o texto tão lindo que eu fiquei sorrindo ao ler e, no final do texto deu vontade de soltar um "ôôôô que lindo".

Beijinhos no coração.


Dias atrás liguei para meus pais e os dois se divertiam com as dificuldades de expressar o amor que sentem um pelo outro. Acontece o seguinte. Toda manhã meus pais acordam, mais ou menos no mesmo horário, e ficam abraçadinhos esperando o sol entrar pelas frestas da persiana enquanto conversam sobre a vida. O desafio, agora, segundo minha mãe, que é mais despachada, é encontrar uma posição em que não doa alguma parte do corpo de um e de outro. Ora é a coluna do meu pai que se anuncia, interrompendo o beijo, ora são os joelhos da minha mãe que gritam embaixo do cobertor. Então, ele aos quase 81, ela perto dos 76, gastam alguns minutos encontrando uma posição em que é possível namorar sem dor. Acabam achando. Quando não param para rir da própria condição humana, o que também provoca algumas dores.
Para mim, a imagem do dia dos namorados, essa data tão comercial que acabou de levar legiões aos shoppings, é a de meus pais achando uma posição para se abraçar entre as dores de um corpo que viveu. Acho que o amor começa com som e com fúria, mas aprende na passagem do tempo o valor das pequenas delicadezas, as manias de cada um que irritam, mas que fazem cada um ser o que é. Aquela mirada terna e quase secreta em direção ao outro que faz uma bobagem qualquer, para mim vale tanto ou mais que o furor do desejo. Aprendi isso observando meus pais, primeiro com ciúmes desse amor onde eu não cabia, porque sabiamente eles mantiveram essa parte só para eles. Depois, com curiosidade científica e, finalmente, com ternura.
Desde que me entendo por gente, meus pais namoram. O que para mim foi por muito tempo algo misterioso, que exigia uma investigação que, por medo da descoberta, eu acabava sempre postergando. Por exemplo: por que as luzes da cabeceira trocavam de cor a cada semana? Em algumas noites eram vermelhas, em outras azuis e havia até madrugadas de verde. Eu perguntava, claro que perguntava, e a resposta era verdadeira, mas convenientemente sucinta: “Para variar”.
Meu pai deve ter sido o único pai do mundo que passou pela Disney, numa inusitada viagem de trabalho, comandando uma trupe de agricultores, e voltou de lá não só com brinquedos para nós, mas com baby-dolls para a minha mãe. Baby-dolls que corariam não apenas o Mickey, mas também os piratas do Caribe.
É também o único homem que eu conheço que dá rosas para a minha mãe no “aniversário de conhecimento”. Até hoje. Sim, “aniversário de conhecimento” é uma data lá em casa. Enquanto o poste embaixo do qual trocaram sussurros supostamente castos existiu, eles faziam visitas periódicas ao poste, como uma espécie de dívida de gratidão. Depois, foram miseravelmente traídos pela prefeitura. E o banco da praça onde trocaram confidências, e possivelmente algumas inconfidências, foi parar no museu. Não por causa deles, parece óbvio para todos. Menos para nós.
Tudo começou com o que eu chamo de “tijolaço” que minha mãe acertou na cabeça do meu pai. Minha mãe se finge de ofendida, mas sei que ela gosta da minha versão. Era terrível a minha mãe. Aos 13 anos ela viu meu pai passar com seu porte de soldado de chumbo e decretou: “Este vai ser meu”. Meu pai nem desconfiava, preocupado que estava com suas obrigações no internato, ele que trabalhava duro para pagar os próprios estudos, primeiro na limpeza, depois no cuidado dos alunos. Não adivinhava, mas já tinha o futuro decidido por uma pirralha com uma trança ruiva de cada lado.
Aos 15 dela, 20 dele, ela o avistou na festa de Sete de Setembro da paróquia da igreja matriz e despachou um correio amoroso em sua direção. Correio amoroso era a versão do torpedo no século passado. Era 1950, veja bem, no interior do Rio Grande do Sul, e ela tivera o desplante de escrever essa intimação. Sutil como uma ararinha azul num filme de zumbis a minha mãe: “Se for correspondida, serei a mulher mais feliz do mundo”. Meu pai espichou um meio sorriso em sua direção, o que deve ter lhe custado mais do que o passo que Neil Armstrong daria no final da década seguinte. Meu pai só foi aprender a sorrir muito mais tarde. Ensinado, claro, pela minha mãe.
Minha mãe se tornou mesmo a mulher mais feliz do mundo. E vice-versa. E nós aprendemos a vê-los sempre de mãos dadas andando pela cidade, no seu passo só aparentemente dissonante, minha mãe mais ligeirinha, atuando no miúdo, e meu pai com passadas lentas e firmes. Meu pai passeando pelos interiores de si, minha mãe novidadeira, auscultando os arredores. E, aos finais de semana, os dois executando o balé de décadas ao caminharem de mãos entrelaçadas para espiar as vitrines das lojas, fazendo de conta que elas mudavam, se abismando ora com a boniteza das peças, ora com o preço “pela hora da morte”.
Quando eu era criança, como já contei aqui, eles cumpriam também o programa familiar do domingo, no qual éramos generosamente incluídos, e que consistia em uma volta de fusca para ver as casas bonitas da cidade pequena. Sempre as mesmas, sempre dos mesmos. Lá em Ijuí eram os médicos, os fazendeiros e os empresários que tinham se dado bem no “milagre” econômico da ditadura militar que tinham casas bonitas. O resto se virava.
A vida deu e tirou de tudo do meu pai e da minha mãe, como em geral faz com quase todos. Roubou-lhes uma filha, deu-lhes outra da pá virada, a maior parte do tempo faltou-lhes dinheiro e sobrou trabalho, suspiraram de júbilo e de tristeza talvez na mesma proporção. Por muitos anos sonharam em fugir do verão de Ijuí, de onde até o diabo escapa lá por dezembro, mas não encontravam jeito. Quando juntaram umas economias, a casa que alugaram ficava na zona rural da cidade praiana, e em vez de gaivotas tínhamos galinhas. Mas nos divertimos mesmo assim, e virou história.
Como virou história a nossa primeira ida em família a um restaurante. Chinfrim que só, mas pisávamos em nuvens com nossas roupas de aniversário e sentíamos aromas de mil e uma noites. Para mim, nunca haverá um D.O.M. ou Fasano que se equipare ao restaurante do Primo. Desde então, e até hoje, qualquer prato seguido por “à Califórnia” é sinônimo de coisa muito fina lá em casa. A gente enchia a boca para dizer “à Califórnia” E até hoje meus pais adoram coisas “à Califórnia”.
Para mim e para meus irmãos era um choque descobrir que na casa de alguns de nossos amigos os pais não se beijavam nem arrulhavam. Nós achávamos que era uma lei da natureza que determinava, geneticamente, o modus operandi dos pais. Fiquei indignada quando disseram, uns anos atrás, que Hebe Camargo tinha inventado o selinho. Todo mundo sabe que foram os meus pais.
O amor é assim. Cheio de coisas sem importância que fazem uma vida. Acho que a sabedoria dos meus pais foi ter percebido que eram essas pequenas delicadezas o que realmente importava. Que os desacertos e as trapalhadas teciam os enredos das histórias que iam bordando a nossa pequena saga. Ninguém nunca achou lá em casa que era fácil viver, por isso o difícil assustava, mas não nos metia tanto medo assim.
Gosto de pensar, quando acordo pela manhã, que meus pais estão procurando, apesar das dores de outono, uma posição para ficar abraçadinhos. E, assim, encaixados de amor, falar da vida enquanto lá fora, como Erico Verissimo tão bem percebeu, ruge o tempo e o vento, cada vez mais vorazes.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI240896-15230,00-O+AMOR+QUE+SABE+DO+TEMPO+E+DO+VENTO.html

ANTES DAS FOTOGRAFIAS - Fabrício Carpinejar

Sofri com a separação dos pais. Carregava a sensação de que tinha sido difícil, percebo agora que foi um desastre. Ao mexer no baú da família para catar flagrantes da infância, encontrei o álbum de casamento dos dois. Capa dura, nomes dos noivos em relevo dourado, livro grosso para eternidade mesmo, resistente às traças e porões.

Fiquei intrigado no momento de folheá-lo. Tive que sentar e interromper a pressa.

Voltei no tempo. No papel vegetal entre as páginas, havia desenhado o contorno das fotografias. Copiei à mão cada imagem, colorindo depois. São mais de 50 folhas transparentes preenchidas, duplicando pai e mãe no altar, reproduzindo convidados e bastidores da festa.

Na época (mentalidade de criança ferida), fiz uma cópia reserva das cenas. Raciocinei que os dois não seriam mais amigos, jogariam duas décadas de casados no lixo e providenciei um backup primitivo com o lápis Faber Castell HB2. Ansiei preservar a história usando as armas do estojo de 1ª série. Aproveitei meu conhecimento de copista do Pernalonga.

Lembro que não dei mole na separação: briguei com os irmãos, esperneei no sofá, chantageei no carro, planejei greve de fome, renunciei futebol, peguei recuperação, chorei no mercado, passei recreio no SOE, ia de um lado para outro da sala ao quarto para diminuir a distância das palavras. Olha, coitados de Carlos Nejar e Maria Carpi, criei um inferno para reconciliá-los, demorei a constatar que o paraíso deles também não era o meu.

Diante do flashback, eu me pus a comparar o que fui com o que sou. Todos, quando pequenos, sofrem com o divórcio dos pais, indicativo de trauma, término da idealização e receio de parar num orfanato. E todos, quando maduros, consideram a separação necessária e natural.

É impressionante o quanto nos esforçamos para manter os pais juntos, e não realizamos quase nada pelo nosso casamento na vida adulta.

E se lutássemos para entender nossa esposa como defendemos nossa mãe? Se realizássemos metade da birra feita com o pai durante a despedida de nossa mulher? Se trocássemos o orgulho da cobrança pela cumplicidade emocionada do erro? Se desejássemos falar menos e ouvir a voz dela mais um pouco?

Se fôssemos meninos para sempre, nenhuma separação seria fácil. O amor não morreria fácil. O papel vegetal protegeria as fotos.

http://carpinejar.blogspot.com/2011/07/antes-das-fotografias.html

Um cheiro.
Amanda Klein

quarta-feira, 22 de junho de 2011

...é a vida fazendo sentido...

Ontem, na nossa tradicional noite de terça, no Flórida Bar (eu e meus bares – e eu prefiro os tradicionais aos transados – piada interna), onde os assuntos vão de peido à política, passamos algum tempo falando sobre AIDS, tratamento, evolução e contamos casos que conhecemos de pessoas soropositivas, como lidam e como é possível viver bem.
Ouvi um relato que me deixou pensativa, emocionada e orgulhosa de um amigo. Amigo esse muito querido por mim, um coração que não cabe no mundo de tão grande.
Esse amigo tem um funcionário soropositivo a quem chamarei aqui de “Seu Romeo”. Um dia, estavam na sala somente o Seu Romeo e ele. O Seu Romeo começou a passar mal e teve uma convulsão. De imediato o amigo o pegou pelos braços, colocou no carro, fechou as portas do armazém e o levou para o hospital. Minha amiga, irmã dele, relatora dos fatos, contou o quanto orgulho teve dele quando o viu chegar em casa todo ensanguentado por conta da convulsão do Seu Romeo.
Fiquei pensando o quão bom de coração um ser humano precisa ser, para em uma hora como essas, se desprender de qualquer medo – porque, infelizmente, o medo existe, sim – e ter a sensibilidade de ajudar o próximo.
Isso me fez lembrar uma outra história que me contaram. Um assassinato brutal que aconteceu há alguns anos no meus interior, onde um motoqueiro chegou em praça pública, deu três tiros em um cidadão que estava sentado em um banco e as pessoas que nessa praça se encontravam foram incapazes de levá-lo ao hospital, até que minutos depois, uma alma iluminada chegou e conseguiu levá-lo de moto já nos seus suspiros finais. Quando soube dessa historia, na época, perdi um pouco a fé na humanidade.
Porém ontem, ao ouvir essa outra, fiquei pensando que quisera esse mundo ter mais gente como você, meu amigo (tua cara falar: minha amiga). É por ouvir histórias como essas que não perco a fé no homem e continuo achando que esse mundo tem salvação e que a vida faz sentido.
E acho que a salvação do mundo está em cada um, em cada ato de não preconceito e não descriminação de qualquer ordem.
“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito.” (Albert Einstein)
Beijos,
Larissa!


terça-feira, 21 de junho de 2011

Férias diferentes, será?

Decidi que nessas férias farei coisas diferentes do que costumo fazer em todas as férias da minha vida.
Em todas as minhas férias, praticamente, viro uma alcoólatra, saindo de bar em bar quase que todos os dias da semana. Concluí que esse quase alcoolismo está ligado ao fato de eu gostar de falar muito, interagir e socializar... coisas que sempre acontecem facilmente em mesa de bar.
Porém, decidi que nessas férias, pegarei pelo menos 3 dias da semana e farei coisas legais e divertidas que não incluam bebidas alcoólicas (ou pelo menos que o objetivo não seja esse).
Comecei por hoje, fiz programas bem legais. Fui ver um filme MUITO ótimo, com minha "ex-chefa", que também é ótima companhia. O filme chama “Uma Doce Mentira” e está passando no “Festival Varilux de Cinema Francês”, que por sinal está cheio de filmes ótimos e que pretendo ver pelo menos 1 por dia até que o Festival acabe. Vale a pena.
Depois de ver o filme e chegar em casa, saí de novo e fui dar uma caminhada na Praia de Iracema com minha amiga Ju. Programa ótimo, feliz e divertido, sem contar na belíssima lua que nos fez companhia. Deu pra espairecer em uma noite de segunda, ter ótimas conversas e voltar pra casa mais livre, leve e solta.
Ainda pretendo tirar o mofo da minha bicicleta e do meu skate e me aventurar, tantos anos depois, nos patins.
E a coisa mais diferente será a viagem de férias, mas dessa eu falo na volta. E nessa programação tenho sérias desconfianças de que uma cervejinha de leve sempre estará presente, apesar de não ser o objetivo.
Enfim, queridos amigos, quem tiver mais dicas de coisas diferentes para se fazer nas férias, por sinal, minhas últimas férias como estudante (uiiii), aceito sugestões.
Beijo e eu estava com saudades desse lugarzinho aqui,
Laris.
Sai de mim alcoolismo - hahahaha

domingo, 8 de maio de 2011

Eu e Eu(!)


" Tenho lá meus pânicos
Meus desânimos
Meus desencontros
E descaminhos
Tenho
Não nego
Mas também
Não me apego."

Paula Taitelbaum


Sei quem é Lacan porque enfim, minhas amigas amigas psicanalistas sempre falam dele, mas agradeço a ele por  ter criado a teoria da "libertação da busca infinita de uma vida sem sintomas." Obrigada querido! rsrsrsr...não te conheço mas já comecei a ir com a sua cara!

No fundo, isso nada mais é do que a teoria do desapego!  Existe algo  mais aliviante do que aprender a conviver com seus sintomas? Todos temos questões e estas são inesgotáveis mas quando andamos de mãos dadas com elas , estas se tornam estimulantes! Tenho que ficar amiga ainda de muitas coisas dentro da minha cabeça caixolinha, mas as que fiz eu posso garantir como depois disso nunca me deixaram na mão. Meu medo de altura enfrentado no vôo de asa delta se transformou em lindas aulas de tecido aéreo e trapézio! Todo dia no tecido dá uma aflição, mas eu digo(penso!) : Calma mente querida, não se preocupe, eu estou com você! hehehe...é uma viagem mas dá certo!

Sei que ainda tenho que fazer amizade com muitas questões minhas, outras parte de mim, talvez, nunca irão com a minha cara! E ai, tomara que daqui pra lá, quando eu desencanar, eu já entenda que não posso ser perfeita! kkkkkk

Enquanto isso vou me desbravando...me vendo, sentindo, ouvindo, provando e meditando. Porque o mundo do lado de fora é estimulante, mas o mundo do lado de dentro é surpreendente!

Como diz meu também ,não íntimo, mas querido Carl Jung:
"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta."

Beijos,
Rully

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Amigos, Amores e Paixões

Hoje acordei meio melancólica ou meio nostálgica. Quem sabe não os dois?!
Esse clima chuvoso tem o poder de fazer isso comigo. Comecei a pensar em um monte de coisas que já vivi e um monte de gente que já conheci. Engraçado isso, fiquei pensando em quantas pessoas realmente já “passaram” pela minha vida, amores que acabaram, paixões que não se eternizaram, amigos que o tempo e essa vida louca afastaram.
Amores, ah os amores... recentemente uma amiga me recomendou dois filmes, “Antes do Amanhecer” e  a continuação dele, “Antes do Pôr-do-Sol”, nesse segundo, acontece um diálogo entre os personagens e ela – Julie Delpy – fala a seguinte coisa para ele – Ethan Hawke: “(...)As pessoas tem um caso, ou até relacionamentos, terminam e esquecem tudo. Muda como trocam de marca de cereal. Sinto que não esqueço as pessoas com as quais estive porque cada uma tem qualidades específicas. Não dá pra substituir ninguém. O que foi perdido, está perdido. Cada relacionamento que termina me magoa(...)Tenho obsessão com pequenas coisas. Talvez eu seja louca, mas, quando eu era menina, minha mãe me disse que eu sempre chegava atrasada à escola. Um dia, ela me seguiu para saber o motivo. Eu ficava vendo as castanhas caírem das árvores e rolarem na calçada ou as formigas atravessarem a rua ou a sombra de uma folha num tronco de árvore. Coisas pequenas. Acho que com gente é igual. Vejo pequenos detalhes específicos de cada coisa que me comovem e sinto saudades deles depois. Não se pode substituir ninguém porque todo mundo é uma soma de pequenos e belos detalhes(...)” Me identifiquei muito com essas palavras, sinto que cada um é insubstituível e o que eu vivi com cada amor pertence a esses amores, àquele momento e isso nunca sairá de mim. Até a parte de quando criança chegar atrasada à escola, me identifiquei, acontecia comigo de muitas vezes chegar atrasada, porque na minha cidade pequena do interior, eu ia à escola a pé e ia observando as fachadas das casas, principalmente as que tinham jardins, coisa rara nas casas do Cedro e, por serem raros, me encantavam muito. Acho que era arquiteta desde criança. E quanto aos amores, ah os amores... cada amor tem um lugar especial na minha vida. Tem aqueles bem próximos a quem sempre é possível expressar o quanto afeto e carinho eu lhes dedico e tem aqueles que, sendo mais distantes, nem sabem que ainda possuem um lugar todo especial na minha vida e no meu coração.
E as paixões, ah as paixões... sou adepta das paixões avassaladoras, aquelas que faz tremer as pernas, gelar as mãos e o coração quase saltar pela boca... acho maravilhosa essa sensação. E como já fui feliz com tantas paixões, felicidade que não cabia dentro de mim. E como já chorei, e como... lembro de já ter chorado um dia inteiro, no mesmo lado da cama, em posição fetal. Minhas tristezas e decepções com paixões sempre se curam com um bom banho, aquele que você vai vendo a água escorrer no ralo e levando qualquer tristeza que possa ter ficado e na sequência desse bom banho, vem um bom porre. No final, sempre também me resta a saudade da época, mesmo que essa tenha sido sofrida. E os “frutos” dessas paixões, geralmente se tornam meus amigos, bons amigos.
Os amigos, ah os amigos... como diz a Rapha, “com qual tribo vai sair hoje?” hahahaha... Tem gente que gosta de bicho, né?! Eu gosto de gente e gosto muito. Sempre tive muitos amigos, amigos mesmo. Modéstia a parte, sempre fui boa em fazer e conservar. Nunca fui de poucos e bons amigos, sou de muitos e bons. Acho que preciso dos dedos das mãos e dos pés e, talvez, ainda me falte dedos, para contar os amigos. Como diz a Rapha, são varias tribos mesmo. Gosto disso, de ter amigos pra ir do “luxo ao lixo”. Tem também aqueles que fizeram parte de uma época da vida mas que, por algum motivo, acabaram por se distanciar, mas que conservam um lugar especial na vida e no coração. Como diria Oscar Wilde:  
“(...)A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco(...)                                                                                                                                                            Tenho amigos para saber quem eu sou(...)”
Beijos,
Laris!
Jeri 2008 - Não lembro de quem é o crédito da foto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

No sertão do Ceará

Hoje, o Pedro e eu estávamos vendo umas fotos de uma viagem que fizemos para o sertão do Ceará, em novembro do ano passado. Essa viagem foi, como diz a Carol, muito ótima. Foi nossa turminha da faculdade e nosso mais queridíssimo professor “Clewtis”, que nos deu uma verdadeira, real e maravilhosa aula de história e patrimônio sobre o sertão cearense.
Chegamos em Quixaramobim, nossa primeira noite de estadia, no dia das eleições de segundo turno para presidente. Éramos só expectativa na vitória da Dilma. Porém, não conseguimos entender quando, mesmo depois do resultado, a lei seca ainda permanecia naquele local. Éramos 8 - seria melhor se fôssemos 13, mas na verdade éramos 9 contando com Seu Edilson, motorista de risco que nos levou - loucos para tomar umas cervejas e jogar conversa fora. Resultado: juntamos as merrecas de cervejas existentes nos frigobares de cada quarto - no caso 3 quartos - e nos reunimos no quarto onde estavam Dora, Carol e eu e ficamos tomando aquela miséria de cerveja. O mais bizarro de tudo isso foi que em frente ao nosso quarto estavam hospedados alguns policias federais e alguém, que não lembro quem, bateu na porta deles pensando ser nosso quarto. Depois da meia noite, quando já podia beber, saímos parecendo presos que acabaram de ser libertos, a procura de um bar pra encher as 8 caras, e aí nos deparamos com a realidade interiorana, onde tudo fecha cedo. Fizemos uma negociação com o dono de um bar – se não me engano, o nome do bar era "Trezão" – e ficamos com as garrafas de cerveja para devolver no outro dia.
Essa viagem ainda nos levou à Quixadá (na verdade, nosso primeiro destino), Cedro (meu Cedro) e Icó. Foi uma viagem muito divertida e de muito conhecimento e aprendizado e que hoje, revendo as fotos, me bateu uma saudade melancólica e uma vontade de outra viagem dessas.
O sertão do Ceará tem lugares belíssimos e de grandes potencialidades. Recomendo à todos, arquitetos ou não, uma viagem pelo nosso sertão.
Beijos,
Laris.
Como percebe-se, não sei fazer montagem, por isso essa coisa tosca aí.

domingo, 1 de maio de 2011

Vontade dá e passa?

Eu, embora nascida e tendo morado por muitos anos em uma cidadezinha do interior do Ceará, sou a pessoa mais urbana que conheço. Acho que tenho conectividade direta com concreto, trânsito, caos... embora não orbigatoriamente goste ou concorde com eles.
Por esses dias, depois de voltar da semana santa na minha cidade, ando sentindo uma vontade louca de me enfurnar em algum lugar menos caótico. Não sei se pra estudar, pensar, conhecer, fugir, viver ou simplesmente passar o tempo. Só sei que ando alimentando a ideia de me enfunar no meio dos matos, da praia, da serra ou qualquer coisa longe do caos urbano.
Talvez amanhã mude de ideia. Quem sabe...
Beijos,
Laris!
No sertão do Ceará

sexta-feira, 15 de abril de 2011

U2 360°

Sexta, dia 08 de abril de 2011. Trabalhar que é bom, nada. A cabeça voa longe tão rapidamente que a internet é irritantemente lenta demais para acompanhar meu raciocínio. Acaba o expediente, saio do banco direto pra casa para arrumar a mala. As 22h a Luisa chegará, tomaremos um vinho para compartilharmos nossa ansiedade até chegar a hora do tão esperado vôo. Destino: São Paulo. Objetivo: Assistir o show do U2.

Horas de vôo e finalmente chegamos em Campinas. Eu recebo meu primeiro presente do dia, uma pessoa muito especial me espera! =) Partimos todos pra São Paulo e o dia segue cheio de alegrias, cerveja e boas conversas.

18:30h – Hora de partirmos para o show! Dentro do táxi meu coração meio que tenta sair pela boca e eu penso: “Se eu não morrer do coração hoje, não morro nunca mais na vida de um ataque cardíaco. É muita emoção para um dia só.” Chegamos no Morumbi, um vento frio, mas nada que me faça negar uma cervejinha pra acalmar a ansiedade. Tento fazer algumas ligações, mas celular que é bom funcionar, nada. Ainda bem que no meio de 89 mil pessoas, a primeira que eu encontro quando entro no estádio é a Luciana! A “equipe” do show está fechada: Eu, Adília, Cassius, Luisa e Luciana. Vamos lá!!!

Estádio LOTADO! Procuramos, procuramos e encontramos um cantinho bacana e tranqüilo. Pouquinho tempo depois começa a banda de abertura – MUSE. E eu lá com cara de mongol olhando aquele palco enorme, aquele “mar” de gente e, só pra me certificar, vez por outra eu dizia: “Luisa, tu acredita que estamos aqui?” e ela: “Ainda, não!”.

O show! Não dá pra falar ou descrever. Nesse caso é necessário “ver pra crer”. Não é simplesmente um show de música. É espetáculo! É show no sentido mais completo da palavra. Vale a pena ver mesmo que você não goste da banda, mesmo que você não conheça a banda. É a maior estrutura de show que já existiu, é a maior banda do mundo e eu estava lá!

Ponto alto antes de começar o show - No som do Morumbi começa a tocar:

Não posso ficar
Nem mais um minuto
Com você
Sinto muito amor
Mas não pode ser
Moro em Jaçanã
Se eu perder esse trem
Que sai agora
Às onze horas
Só amanhã de manhã...”

Depois disso, U2!!!!

Ponto alto do show (parte 1): Após minha música preferida (Stuck in a Moment you can´t get out of) o Bono convida uma fã para subir no palco, entrega um papel e ela começa:

Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim...”

Resultado: Lágrimas nos olhos. Acho o MÁXIMO quando qualquer artista estrangeiro fala que é fã de algum artista brasileiro. Quando o artista estrangeiro tenta cantar ou falar em português então, eu acho ultra, mega, power o máximo (como se fosse uma mãe vendo a apresentação do filho na escola). E quando algum cantor estrangeiro diz que não conhece nada de música brasileira, eu acho que ele é um ignorante!  Tudo bem que eu poderia não ser tão radical, até porque eu não sou muito conhecedora de música, mas eu acho que, literalmente, todo mundo tem que conhecer alguma coisa de música brasileira.
Tipo assim – Se há 45 dias atrás um angolano me perguntasse se eu gostava de Kuduro, ele levaria um tapão no pé do ouvido. Kkkkkkkk Graças ao programa “Esquenta” eu já sei o que é Kuduro e não tive que bater em ninguém pra descobrir isso.

Enfim, vamos voltar ao show do U2!

Ponto alto do show (parte 2): Homenagem às crianças mortas na escola de Realengo no Rio de Janeiro. O nome das crianças subindo no telão e as minhas lágrimas descendo no rosto. O Bono pede para que todos acendam as luzes dos seus celulares e, quando eu olho ao redor, o Morumbi parecia uma grande constelação. Um mini céu estrelado. Cada celular uma vela, em cada vela uma prece!

Inexplicável!




Beijos.
Amanda Klein

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Paixão no Terminal do Papicu

Hoje durante a aula de Patrimônio e Restauro, não sei porque cargas d’águas, me lembrei de uma vez que me apaixonei perdidamente-torrencialmente-platonicamente por um cara no prédio da Bienal, no Ibirapuera em São Paulo. Comecei a me lembrar das várias paixões loucas-torrenciais-platônicas que já tive nas estações de metrô de lá.
Tudo isso me fez ter uma vontade enorme de dar uma passeada pelo Terminal do Papicu pra ver se me apaixono perdidamente-torricialmente-platonicamente por lá também.
Mais alguém se habilita a esse passeio?
Beijos,
Larissa.
Ironias do Amor - Eles se apaixonam no metrô.

Uma manhã sem trabalho

Uma manhã de pesquisa
Café
Água
Cigarro
“Bonito pra chover”
Não vai dar tempo
Pausa para desopilar
Reforma do lado da minha casa... saco
Voltar porque, realmente, não vai dar tempo
Modo desespero

Larissa!

...

Definitivamente quanto mais eu estudo mais eu vejo que não sei de nada e mais desesperada eu fico. Domingo de estudos tem o poder de fazer isso comigo, me deixar louca, desesperada e com a sensação de burrice total e absoluta.
Andei me questionando, mais uma vez, se não seria mais fácil malhar, ficar gostosa e com tudo em cima, sair de casa para as baladas toda trabalhada no salto e no brilho, fazer caras-bocas-bicos sexy quando não souber discutir  alguns assuntos bem básicos e, com todas essas qualidades, arrumar um bom partido e virar dondoca?
Talvez seja mais fácil do que ser urbanista e arquiteta, né?!
Essa questão sempre bate, mas sempre passa. Ainda não veio para ficar :P
Beijos,
Larissa!
Imagem retirada da internet

sábado, 9 de abril de 2011

...

Ando descobrindo que honestidade plena é algo bem difícil hoje em dia.
Não estou falando que o(a) fulano(a)  não é honesto e eu sou. Estou falando de um modo geral, onde NINGUÉM é 100% honesto, onde ”você será a primeira pessoa a saber” e isso jamais acontecerá.
Larissa.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Bar bom é Bar ruim

Antonio Prata - Texto integrante do volume As Cem Melhores Crônicas Brasileiras, organizado por Joaquim Ferreira dos Santos.

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

Beijos,
Larissa, meio intelectual (ou metida), meio de esquerda.
Bom e velho Bar do Animal. É bom porque é ruim.

 

 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Garota da Laje

Dando continuidade às pérolas da família, me lembrei agora de um dia que eu estava trabalhando e uma prima (parêntese para explicar um pouco sobre a prima):
Em famílias muito grandes, tipo a minha, sempre rola uma diferença financeira bem grande, né?! Chega quase a ser uma diferença social. Pois bem, eu faço parte da ala liseira, aquela que trabalha muito e ganha pouco. Essa prima faz parte da ala muito endinheirada, aquela que vive para investir na beleza e nas compras, resumindo, em como se manter sempre bela, isso inclui se manter sempre loura e bronzeada.
Pois bem, voltando ao meu dia de trabalho (todo dia ela faz tudo sempre igual). Belo dia de trabalho me liga a prima endinheirada (eu havia cortado o cabelo recentemente):
- Prima, vi uma foto dos teus cabelos curtos e gostei, porém... eles combinam com uma pela mais dourada.
Nesse momento eu não sabia se ria ou chorava. Fiquei pensando como faria para dourar minha pele de branca-de-neve-do-Cedro, encaixando na correria do meu dia a dia. E foi aí que eu respondi (em tom nada delicado):
- Prima, para conseguir dourar minha pele, só se eu começar a ir visitar os assentamentos de biquíni. Criatura, ta pensando o que, que eu vivo para a beleza, é? Eu tenho o que fazer e, aliás, preciso desligar porque estou ocupada.
E pronto, meu povo, foi isso.
Nada contra peles douradas, só acho interessante esse pensamento de que as pessoas tem a mesma vida e os mesmos interesses. Mas dou boas risadas quando me imagino dourando a pele de biquíni nos assentamentos precários que visito. A própria Garota da Laje.kkkkkkkk
Beijos brancos e acho que jamais dourados,
Laris!
Imagem retirada da internet. Essa, realmente, não sou eu.

terça-feira, 22 de março de 2011

Frescura

Hoje um amigo que há muito eu não vejo e há algum tempo não falava, me ligou. Ficamos quase 1h no telefone, contando das nossas vidas... realizações, sonhos, projetos futuros, como anda o presente e relembrando um passado saudoso, bem vivido e bem lembrado.
Em uma dessas lembranças, falamos sobre um dia engraçado, não por isso, mas essa parte ficou na minha cabeça, não pelo dia, mas pela lembrança de hoje. Enfim, a tal parte:
Um belo domingo de ressaca toca meu telefone e é o amigo:
Amigo: to te ligando pra te salvar de passar o dia comendo club social. Vamos comer?
Eu: vamos. Mas ou vamos em um lugar bom, bonito e barato ou você paga a minha conta.
Ele me pegou e me levou em um lugar ótimo, lindo e caríssimo e, obviamente, pagou minha conta. Lá pedi um tal filé não sei das quantas. É um filé alto e mal-passado. Eu realmente não gosto de carne mal-passada, então pedi para abrir o tal filé e passar bem.
Amigo: aff, vai assassinar o filé. E fino é ser mal-passado.
Eu: o nome disso é frescura. Seu garçom, favor abrir meu filé e passar bem.
Fiquei pensando nisso. Aliás, penso nisso até hoje. Fino é comer algo que não se gosta porque isso é fino, é isso?
Juntamente com isso, fiquei pensando no monte de frescura que rodeia o mundo hoje em dia, principalmente o mundo feminino.
Mulher não pode falar alto, chamar o garçom no bar, falar palavrão, tomar cerveja na garrafa/lata, fumar, transar casualmente.
Tem que fazer unha, sobrancelha, perna, contorno, axila (sovado jamais), buço e pasmem... ainda arrancar os cabelos de dentro do nariz. Sem contar no banho de lua, que jamais pode ser na praia.
Tem que fingir que não faz xixi, cocô, solta pum, arrota, fica menstruada ou tira catota.
Existe escova inteligente, de chocolate, progressiva, de algumas frutas, mas o bom e velho alisabel, jamais.
Esfoliante, gel pré-banho, gel pós-banho, óleo durante o banho, creme pra escurecer, creme pra clarear, creme para cada parte específica do corpo, sem contar no creme dental que clareia.
Isso não é nem metade do que existe e menos ainda metade do que está por vir.
Não que eu ache que homens e mulheres não tenham que se cuidar, depilação inclusive acho um caso de higiene, mas é tanta coisa que me pergunto se tudo isso é mesmo necessário e onde vamos parar.
Aliás, queria saber se existem mulheres que depilam o ouvido. Alguém depila ou conhece alguém?
Por último, mas não menos importante, ter celulite, estrias ou ser flácida é pior que matar alguém.
Beijos,
Larissa.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Maio Junho Julho e Agosto

Eu sempre costumo dizer “ainda bem que tenho bons amigos, porque estou mal de amores”. Esses amigos, além de serem bons, ainda me enchem de orgulho.
Por falar em orgulho, hoje o dia é todo do Pedro Esdras. O Pedro foi um agradável presente que a faculdade de Arquitetura e Urbanismo me trouxe. Gentil, inteligente, bonito, culto, agradável, possivelmente meu amigo mais educado. É dessas companhias boas em todos os momentos, seja nas farras, nas viagens, na mesa de bar discutindo arquitetura, a vida... um cara que conversa de peido a política. Além de tudo isso, ainda é poeta.
Autor do livro de poesia “Maio Junho Julho e Agosto”, escrito nesses quatro meses, entre farras e ressacas homéricas que lhe renderam grandes inspirações. O livro será lançado hoje e eu estou muito feliz por essa realização.
Pedro, Pedro... agradeço a vida e a faculdade por terem me dado o presente da sua amizade. Em cada encontro sempre aprendo alguma coisa. Um grande homem, certamente será um brilhante arquiteto e sinto que ainda vou vê-lo no Senado.
Com todo o meu carinho,
Larissa!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Eu e minhas paixões

Eu me apaixono por tanta gente e por tantas coisas, mas nem sempre “essas gentes” e essas coisas também se apaixonam por mim e, as vezes, “gentes” e coisas pelas quais não me apaixono, se apaixonam por mim. Vai entender esse mundo louco das paixões.
Tenho atraído paixões um pouco bizarras. A última, mais recente e que gamou, não me largando nem com macumba pesada, é uma virose que me deixa com uma tosse de cachorra louca no cio.
A última gente pela qual me apaixonei é uma criatura que, segundo a mulher do gerente de um dos milhares de bares onde eu encho a cara nessa pequena cidade metida a megalópole, “como assim esse fulano tem a petulância de não te querer? Filha, você é uma princesa, saia dessa”. Ok, ouvi os conselhos, me conformei em ser uma princesa e também pensei: “como assim esse fulano não me quer?” e já desapaixonei.
A última gente que eu me lembre ter se apaixonado por mim, essa não merece nem comentário, mas enfim, vou falar... é um, digamos, louco. Me perseguiu em todos os lugares físicos e virtuais. ME-DO! Querido, se você me liga 1 vez e eu não atendo, alguma hora vou ver que você ligou e, se quiser, te retorno, se não retornar é porque não quero falar com você. Você não precisa ligar 18 vezes do seu celular e depois ligar de um celular estranho e menos ainda deixar uma caixa de chocolate na minha portaria, ok?! O nome disso é: desespero, e depois dessa é mais fácil o Bin Laden dançar pagode com o Obama do que eu querer qualquer tipo de proximidade com a sua pessoa.
Entre essas paixões, ando tendo um caso de amor e ódio com o Villaça, inclusive como a tal virose passou o fim de semana comigo, então resolvi também passar o fim de semana com o Villaça e passamos um fim de semana a três, na cama, na mesa, no sofá e até mesmo no banheiro. O Villaça é um urbanista que ando lendo bastante, concordando e discordando das ideias dele. Às vezes morro de amores por ele e às vezes fico puta, ou melhor, fico freira, antes ficasse puta, né?! Mas enfim, entre tapas e beijos, ele me inspira bastante.
Enfim, continuo andando por esse mundo, procurando mais paixões e ao mesmo tempo fugindo loucamente delas e ando também querendo a sorte de um chofer de caminhão.
Sem mais a dizer e sem mais paixões por esse momento,
Larissa.

"Eu quero a sorte... eu quero a sorte de um chofer de caminhão"

quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnaval em Fortaleza

Por motivos diversos, nós do Sambando na Lua, passamos o carnaval aqui mesmo em Fortaleza. Eu, que ia aproveitar o carnaval para estudar, an-ham, curti todos os dias nessa terra onde, segundo o Márcio Caetano e eu concordo com ele: o pré-carnaval já é o que há e esse ano provou que o carnaval também está vindo para ficar.
O Bloco Sanatório Geral animou as ruas do Benfica no domingo e na terça de carnaval. Sem dúvida a melhor saída nesse período de festas. Bloquinho muito animado, galera tranqüila, lugar agradável e nostálgico e ótimas machinhas carnavalescas. Os organizadores do Sanatório estão de Parabéns! “Seu Marco Antônio é hora de relaxar”. Todo mundo fantasiado, fantasias muito engraçadas. No domingo fui de pijama, recomendo a todos terem um pijama “descente” para sair de casa, é muito confortável, e na terça fui de “Des-romero Britto”, arte da minha amiga Ju Morais, um arraso só. Deu pra se divertir bastante.
Nossa cidade ainda contou com ótimos shows no aterrino da Praia de Iracema. Fui nas duas primeiras noites. Sábado com shows do Cidadão Instigado, banda que só cresce no meu conceito (ai, ai, Catatau) e Marcelo D2 e domingo com show das Chicas (que se diz ser uma banda só de mulheres, mas o baixista, baterista e mais alguns que não lembro, são homens) e Roberta Sá (vulgo Vanessa da Mata, piada interna).
Enfim meu povo, ter dado essa chance para o carnaval de Fortaleza valeu a pena demais, me diverti bastante e me poupei de subir e descer ladeiras em Olinda sob 10 graus a mais que aqui.
Agora vou indo estudar porque tem coisa pra fazer que não acaba mais e o fim de semana ta chegando e quero continuar no ritmo carnavalesco.
Inté,
Laris Lene!
Domingo no Sanatório
Arte de Ju Morais na fantasia "Des-romero Britto"

sexta-feira, 4 de março de 2011

...

“...Não quero mais seu amor
Não pense que eu sou ruim
Vou procurar outro alguém
Você não serve pra mim
Não serve pra mim...”
Sem mais no momento,
Larissa!


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tributo ao Rei

Embora tenha frescado com a cara da Amanda dizendo que ela “lova” tudo, eu também “lovo” uma ruma de gente e uma ruma de coisas. Dentre essa gente e essas coisas, “lovo” o Rei Roberto Carlos, suas canções e estilo brega-apaixonado-romântico, “lovo” o Acervo Imaginário, bar cultural-descolado, onde já caí uma vez e, por último, mas jamais menos importante, “lovo” também minha amiga Carol, amiga baterista-beleza.  
Amanhã a Carol, juntamente com a banda Divã, fará um “Tributo ao Rei” no Acervo.
Certamente será uma festa divertida com pessoas belezas.
Sendo assim, fica o convite (de-tes-to #ficaadica) para os visitantes desse blog, que tem o nome de samba, mas que também curte o estilo brega-apaixonado-româncitco-dor de cotovelo.
Já estou com to-das as músicas na ponta da minha malhada língua, há uns 15 anos.
Beijos,
Laris!
“começo, meio e fim... e a minha cuca ruim”

TRIBUTO A ROBERTO CARLOS

25/02 SEXTA-FEIRA
LOCAL: ACERVO IMAGINÁRIO
22H

COM A BANDA DIVÃ:

CAROLINA MAIA - Bateria (Et Circenses)
DANIEL COBAIA - Guitarra/Voz (Diamante Cor de Rosa)
GABRIEL LIMA - Teclados (Nômades)
MARCO SOLDON - Baixo (The Singles)
NAPOLEÃO CALDAS - Guitarra/Voz (Nômades)

Discotecagem: Dj Marquinhos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

I LOVE MANUAL DO EXECUTIVO INGÊNUO

A Larissa me disse que eu "lovo tudo". rsrsrsrs Ainda bem que eu "lovo tudo", imagina se fosse o contrário ou que nada tivesse graça pra mim, eu provavelmente perderia de ver a beleza de algumas coisas da vida. ;-) Acontece que algumas coisas eu amo mais que as outras e no mundo dos blogs, mais uma vez, compartilho com vocês um texto do meu amado Manual do Executivo Ingênuo. Em homenagem a Larissa mais uma vez eu digo:
I LOVE MANUAL DO EXECUTIVO INGÊNUO!!

Segue o texto:

Por quantas moedas você venderia a sua alma?

"Você só conhece de verdade a pessoa quando há dinheiro em disputa sobre a mesa. Ouvi isso duas vezes. De pessoas diferentes. Com a mesma intenção: insinuar desonestidade e traição no comportamento do outro diante de uma possibilidade de ganho financeiro. O interessante é que disseram isso uma em relação a outra. Então deve ser verdade. Deve ser um traço universal da nossa espécie. Uma das tantas verdades que definem o ser humano e que são duras de admitir – porque, se definem o humano, meu amigo e minha amiga ingênuos, acabam definindo a mim e a você também, forçosamente.
Machado de Assis era um mestre (ou melhor: é. Sua obra é imortal) em identificar e escancarar, com ironia perfurante, essa grande mesquinhez que habita a alma de quase todos nós. E que se acentuaria na medida dos ganhos e da locupletação colocados sobre a mesa. Tem um conto exemplar do Machado em que um sujeito se sente impelido a dar uma gorjeta a outro por um serviço bem prestado. À medida que vão se aproximando, na rua, o sujeito vai revendo seu ímpeto generoso. Pensa que o outro ficaria feliz com menos, que não precisaria dar tanto, que muitíssimo menos já resolveria, e assim vai arregimentando uma série de atenuantes. Vai de tal forma tratando de minguar intimamente a ideia da gorjeta que, ao se cruzarem, ela já virou nada, coisa nenhuma. Acho que o sujeito sequer cumprimenta o outro. No mais das vezes, nós somos assim. Pequenos. Vis. Egoístas. Matamos a generosidade e a gratidão em nós como se elas fossem doenças que, se não tratadas, nos levariam à morte por miséria e por escárnio. (E no mundo em que vivemos talvez esse medo não seja totalmente absurdo.) O desapego e a entrega e a correção e a justeza são traços absolutamente raros de caráter. Virtudes cada vez menos frequentes e portanto, a meu ver, cada vez mais valiosas, fundamentais, necessárias. Coisa para poucos, pouquíssimos.
É realmente triste contemplar o ser humano sob esse prisma. Inclusive porque essa visão é cristalina: é assim mesmo que as coisas são. Você abre uma empresa e na hora de escapar dos ônus ou de dividir os bônus é um deus nos acuda, ou um toma que o filho é teu ou um pega para capar. (Três clichês para deixar bem claro o que quero dizer.) Sabe o seu irmão querido, com quem você tem tanto em comum? Pode virar um ogro na hora da partilha da herança que vocês tem em comum. Ou pior: o ogro pode ser você. Sabe sua filha, por quem você daria sua vida? Talvez vá ter vergonha de você e não vá querer vê-lo mais assim que você envelhecer. Sabe sua mulher, com quem você tem conta conjunta e com quem você partilha todas as suas conquistas materiais e sua vida financeira? Ahahahah. É isso o que tenho a lhe dizer: ahahahah.
A essas todas, tento pensar como um Jedi: primeiro, é preciso resistir ao Lado Sombrio da Força. A cafajestice generalizadã não pode fazê-lo virar mais um Lord Sith a empestear o universo. Segundo, é preciso sempre lançar mão do Sabre de Luz para defender o que é bom e justo. A começar, pelo que é bom e justo dentro de você."


Beijos.

Amanda Klein

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dicas de moda para homens

O meu “cumpadi” Germaninho, o meu amiiiiiigooo e marido da minha amiga Nathalia, já me pediu algumas vezes um post masculino. Eu já pensei várias vezes no que seria um “post masculino” e nunca cheguei em lugar nenhum, mas na sexta quando eu estava no Luxo D´Aldeia em pleno carnaval do Benfica comecei a observar os homens e pensar: “Vou escrever sobre o que um homem não deve usar.” 

Esse pensamento surgiu no momento que uma amiga das meninas ficou com um cara e alguém soltou – “A “fulaninha” pegou o garotão”. Quando eu olhei o “garotão”...........pelas caridades sagradas...nem sofrendo ameaça de morte eu pegava! Deusulivre!!!!

Vamos lá...

O garotão era realmente "garotão". Alto, devia ter 1,90m, moreno, sarado, de barba. Até aí todo mundo imagina um gato, né? Mas, 3 coisas acabaram com o cara na minha humilde opinião (além da atitude bobona e o jeito mongol que eu achei que ele tinha. Aquele estilo de cara que se acha o gostosão):

1°) O cara estava de camiseta colada branca, aquelas de malha canelada, saca? Para quem não sabe, as camisetas de malha canelada são aquelas camisetas que nós mulheres compramos na Hering, basiquinhas que toda mulher tem.

2°) Barba no estilo George Michael. Bem feitinha no estilo gay!! OBS: Absolutamente nada contra os gays, tenho amigos gays que adoro, respeito e etc....mas se você quer pegar mulher, esse não é o caminho.

3°) Pulseira de prata. Acho que ele pegou um cordão de prata e deu várias voltas no pulso. Se você caro amigo homem, não é sambista ou bicheiro, por favor não use pulseira de prata ou de ouro. Isso é brega!! Usar aquelas pulseiras tipo bracelete de ouro é brega, nem sambista, nem bicheiro podem usar. E aquelas pulseiras de prata que tem a primeira letra do seu nome dourada ou pra piorar a situação você coloca o seu nome ou a palavra “Amor”, “Paz”....é inaceitável!!!

Fora esses quesitos que o cidadão mencionado acima usava, vou listar mais algumas coisas que você caro amigo homem, não deve usar.

-          Blusa da Tommy no estilo garoto propaganda ou no estilo eu sou uma caixa de lápis de cor. Essas camisas são aquelas que tem o nome Tommy Hilfiger estampado em letras gigantes no meio da blusa, a manga é de uma cor, a gola de outra, do meio da camisa pra cima é uma cor, do meio da camisa pra baixo é outra. Isso é um terror!!!! (Citei a Tommy pq são as mais comuns, mas vale para todas as marcas).

-          Cordão de couro. Se você não for hippie, surfista ou alternativo, não pode. Se você se enquadrar nas classes acima citadas e adquirir aquele cordão de couro artesanal que você comprou do cara da feirinha, beleza, mas se você gosta daquele cordão de couro que vende na Vivara, reprima esse seu desejo, irmão!! Ao invés de comprar essa “jóia” pra você, vá lá e compre uma jóia pra sua mulher, mãe, irmã, avó...

-          Anéis! Volto a citar classes. Se você for sambista ou bicheiro, tudo bem. Agora se você é ADVOGADO e quer usar aquele anel de ouro com aquela pedra vermelha, por favor não fale comigo. Kkkkkkkkk

-          Base nas unhas. Isso é muito brega!! E se o cara ainda tiver a unha grandinha é o fim! Eu lembro que uma amiga estava sofrendo por um carinha que não valia muita coisa, era meio sem futuro, galinha e mentiroso. Eu sem entender muito o sofrimento dela disse: “Mulher, ele é tudo isso e ainda usa base!!!!!! Cai fora!!!” kkkkkkkk

-          Boné. Favor usar só na praia, piscina ou ambientes equivalentes. Não vá pra balada com ele!!

-          Acho desnecessário dizer que é ridículo calças coladas e coloridas como se você fosse parte da banda RESTART. A única mulher que eu conheço com mais de 25 anos e que gosta disso é a Ju. Eu ainda tenho minhas dúvidas se ela é normal, por isso não vamos levar em conta a opinião dela. Os cabelos do gênero RESTART também entram nesse bolo.

-          Gola V. Eu acho que a golinha V tem seu charme, mas quando usada com moderação. Se você é homem e usa aquela gola V que vai quase no seu umbigo tenha cuidado, você pode ser confundido com um gay. Não é legal se você gosta de mulher!

-          Cabelo. Nada de mechas ou alisamentos, isso é coisa de mulher. Lembre-se que você é homem!

Enfim, para você caro amigo homem, lembre-se sempre que menos é mais. Homem é básico!!! Nada de coisas fashion demais, você pode e deve inovar, mas com calma e leveza. Não vire o Ken (marido da Barbie) pq mulher gosta de homem com cara de homem, e não com cara de almofadinha ou parecendo uma vitrine da Tommy ou da Armani! Fala sério! 

OBS 2: Vale ressaltar que o que vale mesmo é a beleza interior. =) Mas, tipo assim, se a parte externa também estiver nos “trinkins” a gente agradece!

Beijos.
Amanda Klein